O Castelo dos Mouros é uma fortaleza dos séculos VIII a IX situada no alto da serra de Sintra, construída sob domínio omíada para guardar as entradas ocidentais de al-Ushbuna (o nome árabe de Lisboa). As suas muralhas, com 450 metros de extensão, seguem o estreito cume da montanha a cerca de 450 metros de altitude, com vista, de um lado, para o Atlântico e, do outro, para o Tejo e a planície de Lisboa.
O castelo rendeu-se pacificamente a D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, em 1147 — pouco depois da conquista cristã de Lisboa. Afonso concedeu foral a trinta povoadores em 1154. O castelo perdeu importância militar a partir do século XV; o terramoto de Lisboa de 1755 deixou-o parcialmente em ruínas. Na década de 1840, o rei D. Fernando II iniciou uma restauração de carácter romântico — consolidando as muralhas, restaurando torres, reflorestando o sítio — enquanto edificava o Palácio da Pena no pico adjacente. Tratou o castelo como uma ruína romântica a ser contemplada a partir da Pena, resultando numa articulação visual deliberada que moldou todas as imagens posteriores de Sintra.
A UNESCO inscreveu o Castelo dos Mouros juntamente com a Pena, Sintra, a Regaleira e as serras circundantes como Paisagem Cultural de Sintra em 1995 — a primeira paisagem cultural europeia alguma vez classificada como Património Mundial. O monumento é hoje gerido pela Parques de Sintra – Monte da Lua S.A., a empresa pública de património.